O ex-governador do Paraná, Beto Richa (PSDB) voltou a ser assunto nacional. De acordo com a revista Istoé, em uma conversa, o ex-chefe de gabinete de Richa, Deonilson Roldo, revela a negociata com a Odebrecht justamente em torno da obra que teria lhe rendido milhões em recursos para a campanha, por meio do caixa paralelo. A publicação teve acesso aos áudios depois que o tucano perdeu foro privilegiado ao renunciar ao governo do estado para concorrer ao senado.
Na conversa, Roldo quer que “Pedro Rache, diretor-executivo da Contern, uma construtora do grupo Bertin, desista da licitação para duplicação da PR-323, pois, segundo o chefe de gabinete, a obra já estaria prometida para a Odebrecht. O encontro foi realizado em 24 de fevereiro de 2014 dentro do Palácio Iguaçu, sede do Governo do Paraná”, revela a revista.
– Tem planos de entrar na PPP aqui, da 323? – pergunta Roldo.
– Eu tenho planos fortes. Trabalhei muito. Estou com a proposta pronta – comenta Pedro.
– Mas a gente tem um compromisso nessa obra aí. Queria ver até onde a gente pode entrar para que esse compromisso não seja desrespeitado – alerta Roldo, que em segunda sugere a Pedro Rache se interessar por “um assunto da Copel porque está em andamento. É um negócio de R$ 500 milhões mais ou menos”.
Em seguida, Pedro diz que não tem interesse em negócios com a Odebrecht, que seria beneficiada com a concessão da rodovia. Mesmo assim, Deonilson Roldo insiste: “A negociação está em curso com a Copel, as tratativas já começaram.
De acordo com a Istoé, “o Grupo Bertin desistiu da obra, a Odebrecht acabou concorrendo sozinha e vencendo a licitação da PR-323 em junho de 2014 – ou seja, quatro meses depois do diálogo que a ISTOÉ traz agora à tona. Em troca do bilionário contrato, com duração de 30 anos, a Odebrecht teria acertado o repasse de R$ 4 milhões, via caixa 2, para a campanha de reeleição de Beto Richa em 2014”.




