[ sexta-feira, 06 de março de 2026 ]
InícioDESTAQUEInflação de Curitiba é a terceira maior do país, segundo IBGE

Inflação de Curitiba é a terceira maior do país, segundo IBGE

Com alta de impostos, cidade arrecada mais R$ 737 milhões apenas em janeiro de 2018

O IBGE divulgou o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 referente a abril de 2018. O IPCA-15 teve variação de 0,21% em abril, 0,11 ponto percentual (p.p.) acima da taxa de março (0,10%). No acumulado dos últimos doze meses, a inflação ficou em 2,80%. A Região Metropolitana de Curitiba, no entanto, registrou índice acima da média nacional, com 3,02%. Esse é o terceiro maior índice do país, atrás apenas de Sao Paulo (3,75%) e Goiânia (3,29%).

Segundo o levantamento, dos nove grupos de produtos e serviços pesquisados, somente Comunicação (-0,15%) apresentou queda de preços de março para abril. Os demais ficaram entre 0,02% de Educação e 0,69% de Saúde e cuidados pessoais que, além da maior variação de grupo, registrou, também, o maior impacto (0,08 p.p.).

No grupo Saúde e cuidados pessoais (0,69%), a pressão foi exercida pelo item plano de saúde (1,06%) e pelos remédios (0,63%) refletindo parte do reajuste anual, em vigor desde 31 de março, variando entre 2,09% e 2,84%, conforme o tipo do medicamento.

Em Curitiba, no entanto, o grupo saúde pesou mais do que no restante do país. A elevação foi de 1,16% no último período. A segunda maior alta na região é vestuário (0,59%), seguido por alimentação e bebida (0,29%). Já o mercado imobiliário teve retração de -0,25%.

Curitiba arrecada mais
O Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE) detectou crescimento da arrecadação de Curitiba no primeiro bimestre de 2018 em relação a 2017. O aumento da receita corrente líquida em janeiro foi de 8,36% em relação ao mesmo mês do ano passado. Foram R$ 680,5 milhões em 2017 e R$ 737,4 milhões em 2018. No mês de fevereiro, a arrecadação maior foi de 5,58%. São quase R$ 756 milhões em 2018 contra R$ 716 milhões em fevereiro de 2017, criando um saldo maior de R$ 40 milhões.

Para o economista do DIEESE, Fabiano Camargo, que analisou os dados do Portal da Transparência, o aumento da arrecadação do município tem relação com a alta de impostos em Curitiba. Nesse ano, subiram o IPTU, a taxa de lixo, o ISS, além do retorno de repasses da União e do estado. “Janeiro e fevereiro são fortes meses de arrecadação para os municípios, principalmente em fevereiro, quando chegam os carnês do IPTU”, interpreta.

Manoel Ramires
Manoel Ramires
Jornalista, atuou como editor no Sindicato dos Servidores Municipais de Curitiba e é colunista do Brasil de Fato do Paraná. Já publicou Vozes da Consciência (Entrevistas) e Crônicas dos Excluídos. Atua em jornalismo político.
MAIS DO AUTOR

Leia também