[ sexta-feira, 06 de março de 2026 ]
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Horário de verão termina sem reduzir consumo de energia

Período foi reduzido por causa das eleições de 2018

Implementado nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste do Brasil, a medida vale para os moradores de dez estados e do Distrito Federal, que terão de atrasar seus relógios em uma hora.

Adotado, continuamente, desde 1985, o Horário de Verão possui o objetivo de conscientizar a população em relação ao aproveitamento da luz natural, além de estimular o uso, de forma racional, de energia elétrica entre os meses de novembro e fevereiro.

A avaliação dos atuais impactos na redução do consumo e da demanda de energia elétrica, contida nos estudos realizados em 2018 pelo Operador Nacional do Sistema (ONS), em conjunto com o Ministério de Minas e Energia (MME), mostraram que a adoção do Horário de Verão trouxe resultados próximos da neutralidade para o sistema elétrico.

Os estudos foram avaliados no âmbito do Governo Federal, que tomou a decisão de manter a aplicação do Horário para o ciclo 2018/2019 deixando a reavaliação da política para os próximos anos.

O Horário de Verão é adotado no Distrito Federal, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo e Espírito Santo.

Menos tempo 

O principal objetivo do horário de verão é o melhor aproveitamento da luz natural em relação à artificial, adiantando-se os relógios em uma hora, de forma a reduzir a concentração de consumo no horário entre 18h e 21h. Ocorre um “achatamento” da curva de consumo, reduzindo o nível do pico deste intervalo temporal e aumentando a permanência da curva em patamares mais baixos. Dessa forma, entre as 18 e as 21h, consegue-se um menor carregamento de energia nas linhas de transmissão, nas subestações, e nos sistemas de distribuição.

Mais recentemente, após solicitação do Tribunal Superior Eleitoral – TSE, o início do Horário de Verão foi postergado do terceiro domingo do mês de outubro para o primeiro domingo do mês de novembro, de forma a evitar mudança do horário brasileiro de verão em período entre o primeiro e o segundo turno de eleições, mantendo o critério único de início da aplicação da política a cada ano.

Quando o Verão se aproxima do fim, os dias voltam a ficar mais curtos nas regiões mais ao Sul (o sol começa a sair cada vez mais tarde) e os impactos históricos para o sistema elétrico se reduzem. O encerramento do Horário de Verão é calculado de modo a não coincidir com o domingo de Carnaval.

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