O Ministério Público do Paraná autorizou abertura de inquérito para investigar o contrato do transporte público de Curitiba. A decisão foi tomada após vereadores da oposição entregarem dossiê em que apontam irregularidades na compra de novos veículos para a cidade. O questionamento é se esses ônibus estão sendo adquiridos pelas empresas ou com recursos do município, após o prefeito Rafael Greca fazer caixa com o aumento de 15% da passagem em 2017.
A investigação deve se debruçar sobre “o aumento da tarifa e o acordo entre URBS e Setransp, a compra dos novos ônibus e a utilização indevida do fundo de urbanização de curitiba (fuc)”. Na decisão de abertura do inquérito na última sexta-feira (13), o MP também quer saber se está ocorrendo uso indevido do FUC para o pagamento do 13º salário dos empregados das empresas de transporte. Isso será investigado por ser este procedimento ser estranho à finalidade do fundo, o que configura, em tese, improbidade administrativa.
Na denúncia, os vereadores ainda informaram que a compra dos ônibus é insuficiente para a quantidade de veículos que perderão o prazo de validade para circular na cidade. “A renovação acordada é insuficiente – seriam 150 novos ônibus por ano até 2020, mas somente até o fim de 2017 já haveria 529 ônibus com a vida útil vencida. O acordo dá a entender que as empresas deveriam arcar com a compra dos ônibus, no entanto, não está claro se isso de fato acontecerá”, questionam. Para a oposição, não se sabe se o dinheiro está saindo das empresas, como legalmente deveria ocorrer, ou se do FUC (Fundo de Urbanização de Curitiba), “gerenciado pela URBS, o que é ilegal”.
Vereadores de Curitiba protocolam pedido de investigação do transporte público
A promotora de Justiça Luciane Evelyn Melusso deu à URBS 15 dias para responder questionamentos da promotoria de defesa ao patrimônio público sobre o acordo com o setransp.
Os vereadores que cobram a investigação são Cacá Pereira (PSDC), Felipe Braga Cortes (PSD), Goura (PDT), Professor Euler (PSD), Professora Josete (PT), Professor Silberto (PMDB), Marcos Vieira (PDT) e Noêmia Rocha (PMDB).




