Mais de cinco mil trabalhadores rurais organizados no Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) e nos demais movimentos da Via Campesina iniciaram neste sábado (11) uma marcha que parte de três pontos diferentes. Cada coluna, com mais de 1500 integrantes, percorrerá em torno de 50 a 90 km passando por diversas cidades no caminho, em diálogo com a população, até chegar em Brasília.
As marchas foram divididas em três colunas: Coluna Tereza de Benguela, com trabalhadores das regiões Norte e Centro-Oeste; Coluna Ligas Camponesas, com militantes do Nordeste; e Coluna Prestes, com militantes do Sul e do Sudoeste.
“Estamos passando por um momento crítico em que há uma prisão arbitrária do presidente Lula, há mais de cento e vinte dias. Estamos imersos em uma crise política e nos aproximando das eleições presidenciais e a Marcha é um momento para dialogar com a população brasileira sobre o que está acontecendo no nosso país”, comenta Ceres Hadich, da direção nacional do MST no Paraná.
A Marcha se articula com uma série de outras movimentações da classe trabalhadora para influírem no contexto político do país e lutar pela liberdade de Lula e seu direito de ser candidato. Desde o dia 31 de julho, sete militantes da Via Campesina, do Levante Popular da Juventude e da Central dos Movimentos Populares (CMP) estão em greve de fome cobrando justiça ao Supremo Tribunal Federal (STF).
Na sexta-feira (10), as centrais sindicais e as Frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo realizaram o Dia do Basta, por emprego, direitos e por Lula Livre. No dia 15 de agosto, a chegada da Marcha Nacional Lula Livre em Brasília deve contar com uma grande concentração da classe trabalhadora, exigindo do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) a inscrição da chapa de Lula.




