[ sexta-feira, 06 de março de 2026 ]
InícioBRASILSeis pedageiras não poderão disputar licitação no Paraná

Seis pedageiras não poderão disputar licitação no Paraná

TCE acatou pedido de deputado, mas concessionárias ainda podem recorrer

Seis concessionárias de pedágio estão impedidas de participar da nova concessão das praças do Paraná por 30 anos. A decisão é do Tribunal de Contas do Estado do Paraná (TCE-PR), que  acatou pedido do deputado estadual Soldado Fruet (PROS). Rodonorte, Ecocataratas, Ecovia, Viapar, Econorte e Caminhos do Paraná já foram denunciadas por irregularidades na prestação de serviço e podem ficar de fora do leilão que será promovido pelo Governo Federal. 

De acordo com a decisão publicada no último dia 27 de outubro, o conselheiro do TCE, Nestor Baptista, ressaltou que as empresas já estavam proibidas de licitar e contratar com o Estado, mas que no ano passado a CGE revogou a decisão, alegando que as concessionárias procuraram o Estado para solucionar pendências dos contratos. 

“As medidas recomendadas pela AGEPAR e adotadas pelo DER não foram suficientes para recompor os danos ao erário relatados pela própria agência, nem mesmo para frear a participação dessas concessionárias em licitações”, aponta o conselheiro.

Ele também comentou a “negligência” da Controladoria Geral do Estado (CGU) que permitiu às concessionárias denunciadas participar da próxima disputa.  “O possível enriquecimento das empresas e a constatada inexecução das obras contratadas, ferem aos princípios constitucionais do Art. 37, aos princípios licitatórios, sobretudo o da vinculação, e aos próprios contratos, restam comprovados o ‘fumus boni iuris’”, decidiu.

Para o deputado Soldado Fruet, a decisão atende ao interesse da população paranaense. “Recebo com muita felicidade essa decisão, pois é a primeira vitória do povo paranaense contra as concessionárias de pedágio que lesaram o Estado e os usuários das rodovias nos últimos 24 anos”, avaliou o Soldado Fruet. 

Segundo Fruet, “o  efeito imediato dessa proibição é que já impede qualquer tentativa de renovação emergencial dos contratos quando chegar o dia 27 de novembro, ou seja, o Governo terá que realmente assumir a manutenção dos trechos hoje nas mãos da iniciativa privada”, destacou. 

A decisão ainda precisa ser homologada pelo pleno do TCE e ainda cabe recurso. Mesmo assim, de acordo com Fruet, “a proibição, além de uma decisão jurídica, é uma decisão moral do TCE, pois a Corte entendeu que as pedageiras erraram muito e desviaram quase R$ 10 bilhões”.

Manoel Ramires
Manoel Ramires
Jornalista, atuou como editor no Sindicato dos Servidores Municipais de Curitiba e é colunista do Brasil de Fato do Paraná. Já publicou Vozes da Consciência (Entrevistas) e Crônicas dos Excluídos. Atua em jornalismo político.
MAIS DO AUTOR

Leia também