[ sexta-feira, 06 de março de 2026 ]
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Maia critica Bolsonaro por sugerir guerra com Venezuela

Presidente da Câmara dos Deputados disse que Bolsonaro deve respeito à Constituição Federal

O presidente da Câmara dos Deputados Rodrigo Maia (DEM) criticou o presidente Jair Bolsonaro (PSL) por causa da Venezuela. Bolsonaro disse que uma possível declaração de guerra ao país vizinho é competência “exclusiva” da presidência da República. No entanto, Maia lembrou que o presidente deve respeito à Constituição Federal e que qualquer guerra tem que ser autorizada pelo Congresso Nacional. Ontem (30 de abril), o golpista Juan Guaidó tentou pela segunda vez derrubar o presidente Nicolas Maduro.

Nas redes sociais, Bolsonaro afirmou que “a situação da Venezuela preocupa a todos. Qualquer hipótese será decidida EXCLUSIVAMENTE pelo Presidente da República, ouvindo o Conselho de Defesa Nacional”.

Pouco depois, Maia usou também as redes sociais para corrigir o presidente. “Em relação ao tuíte do presidente Jair Bolsonaro sobre a situação da Venezuela, é importante lembrar que os artigos. 49, II c/c art. 84, XIX; c/c art. 137, II da Constituição Federal precisam ser respeitados”.

Maia completou: “E eles determinam que é competência exclusiva do Congresso Nacional autorizar uma declaração de guerra pelo Presidente da República”.


Os artigos citados por Maia dizem que “É da competência exclusiva do Congresso Nacional autorizar o Presidente da República a declarar guerra, a celebrar a paz, a permitir que forças estrangeiras transitem pelo território nacional ou nele permaneçam
temporariamente, ressalvados os casos previstos em lei complementar”.

Ontem, o porta-voz da presidência da República disse que 25 militares pediram asilo político e que será aceito por Bolsonaro.

Maduro critica golpistas

Nicolás Maduro. Foto: Prensa Presidencial

O presidente eleito da Venezuela, Nicolás Maduro, fez um pronunciamento em rede nacional na noite da última terça-feira (30), marcada por uma tentativa frustrada de golpe por parte dos opositores Juan Guaidó e Leopoldo López.

O chefe de Estado enalteceu a resistência  da população, que, segundo ele, ajudou a evitar uma intervenção antidemocrática no Poder Executivo. O que está por trás de todas as ofensivas golpistas, na interpretação do presidente, é o interesse estadunidense nas reservas de petróleo do país bolivariano.

“A garantia de paz e de existência da Venezuela é esse povo mobilizado, lindo e indestrutível, com sua consciência e seu poder”, disse, em tom de agradecimento. Maduro aproveitou a oportunidade para reforçar o convite para que os venezuelanos lotem as ruas do país no 1º de maio, Dia Internacional de Luta dos Trabalhadores.

Manoel Ramires
Manoel Ramires
Jornalista, atuou como editor no Sindicato dos Servidores Municipais de Curitiba e é colunista do Brasil de Fato do Paraná. Já publicou Vozes da Consciência (Entrevistas) e Crônicas dos Excluídos. Atua em jornalismo político.
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