Desde que assumiu a Prefeitura de Curitiba, o prefeito Rafael Greca (PMN) tem imposto um duro pacote de ajuste fiscal à cidade. Seu governo congelou o salário dos servidores municipais e aumentou impostos como IPTU e ITBI. Por outro lado, a atuação no serviço de zeladoria (corte de mato e reparo de vias) revela que ao município não tem faltado recursos para empresas terceirizadas e prestadoras de serviço.
Outro aspecto é que o discurso político do prefeito se contrapõe justamente quando os números técnicos são apresentados à população. Na última prestação de contas, em 16 de maio, o secretário de finanças Vitor Puppi admitiu que a arrecadação de Curitiba aumentou e que as dívidas diminuíram. Fruto do aumento de 7% na arrecadação do ISS (Imposto Sobre Serviços) e da arrecadação do IPTU, que cresceu 6,5% desde a revisão da planta genérica da cidade, em 2014. Ainda cresceu enormemente a arrecadação via ITBI, em 34,5%.
Esses são alguns fatores que levam Curitiba a projetar arrecadação maior para 2019. Se na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2018, a estimativa era de R$ 8,7 bilhões. Para o próximo ano, os recursos devem aumentar R$ 170 milhões, chegando a R$ 8,87 bilhões. De acordo com a Câmara Municipal de Curitiba, “da receita total de R$ 8,87 bilhões, R$ 7,07 bi compõem a RCL (Receita Corrente Líquida, calculada com base em fórmula fixa, e sobre a qual incidem limites de despesa estipulados pelas leis de responsabilidade fiscal) – um crescimento de 4,49% em relação ao projetado para este ano, acima do que se prevê de incremento na receita total, 3,34%”.
A LDO que começa a ser discutida nesta quarta-feira tem como prioridade a saúde, segundo o secretário municipal de Governo, Luiz Fernando Jamur. Por outro lado, para a população, em consulta pública realizada pelo legislativo, o governo deve priorizar “obras públicas, saúde, educação, assistência social, segurança ou transporte”.




