[ sexta-feira, 06 de março de 2026 ]
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Curitiba adota medidas de bandeira vermelha enquanto mantém a laranja

Segundo protocolo, restrição de circulação e fechamento do comércio indicam situação de grave risco

Após o decreto do Governo do Estado determinando o lockdown parcial no Paraná, a Prefeitura de Curitiba seguiu as recomendações que restringe a circulação de pessoas.

A partir de sábado (27), tudo que não é serviço essencial foi obrigado a fechar: comércio, shoppings, academias, escolas, entre outros. Além disso, foi proibida a circulação de pessoas após às 20h00 até as 05h00. Parques foram fechados e aglomerações serão impedidas com multas e até a possibilidade de prisão.

“Entre as atividades não essenciais com veto de funcionamento estão, por exemplo, os shopping centers, bares, comércio de rua, galerias e centros comerciais, salões de beleza e barbearias, cinema, teatro, circo, casas noturnas, parques temáticos e infantis, museus, casas de eventos e recepção”, diz o comunicado da gestão municipal ao seguir decreto estadual.

As medidas estão previstas no protocolo de bandeiras da Prefeitura de Curitiba. No entanto, todas elas se encaixam na bandeira vermelha.

Como funciona a pontuação?

O protocolo determina que “o cálculo da bandeira final de cada semana é obtido por meio do arredondamento da média ponderada das bandeiras
dos indicadores (conforme os pesos aplicados). Para fazer a média das bandeiras, atribuiu-se um valor à bandeira de cada indicador”.

No entanto, o último indicador publicado no boletim municipal atribuiu pontuação 2,05 o que, em tese, mantém a cidade na bandeira laranja. Esse mesmo boletim coloca o índice de propagação do vírus, de mortes e de ocupação de leitos no vermelho.

Ou seja, mais uma vez Rafael Greca (DEM) adota medidas que não correspodem com os protocolos que a gestão diz obedecer e colocam em dúvida os critérios para definir o combate à Covid-19.

Manoel Ramires
Manoel Ramires
Jornalista, atuou como editor no Sindicato dos Servidores Municipais de Curitiba e é colunista do Brasil de Fato do Paraná. Já publicou Vozes da Consciência (Entrevistas) e Crônicas dos Excluídos. Atua em jornalismo político.
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